Domingo, Fevereiro 15, 2004
Mudança de endereço
Acabo de transferir o Abre-Latas para o Sapo.
A ideia foi-me sugerida por João Tunes , a quem agradeço, e que transferiu também o Bota Acima para o servidor português.
A rapidez e as melhoria de funcionalidades compensam largamente este transtorno.
A ideia foi-me sugerida por João Tunes , a quem agradeço, e que transferiu também o Bota Acima para o servidor português.
A rapidez e as melhoria de funcionalidades compensam largamente este transtorno.
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
O apartheid do ensino superior
Uma reflexão séria sobre o Ensino Superior deveria começar pela constatação de que todo o sistema repousa sobre um plano inclinado.
Aparentemente, só existem os problemas do Ensino Superior Público. Aumentos inaceitáveis das propinas - berram os alunos. Escassez de financiamento - lamentam-se professores e reitores.
Como professor do Ensino Superior Privado observo atentamente o que se passa à minha volta, com a consciência de que neste regime de "apartheid" os "negros" como eu não têm direitos. Na minha instituição estamos há 6 anos sem qualquer aumento de salário (devido à contracção do número de alunos, temos que compreender que a administração não pode fazer milagres)... Os nossos alunos pagam integralmente a sua formação, e as suas famílias, através dos impostos, contribuem para o financiamento do Ensino Público de que não beneficiam. Que eu saiba, a Constituição da República Portuguesa não legitima o referido apartheid... que discrimina aproximadamente 40% dos estudantes. Estes não só pagam (por si e pelos outros), como não têm direito a fazer ouvir a sua voz.
Por conseguinte, uma reflexãor séria sobre o ensino superior deveria começar pela análise das inequidades do sistema, e não como até agora se tem feito, tomando a parte pelo todo.
Seria interessante proceder a uma análise comparativa (público vs privado) dos seguintes indicadores:
- custos com a formação dos alunos (independentemente de quem paga);
- investimento do Estado na formação dos docentes;
- empregabilidade dos diplomados;
Talvez se concluísse que por cada euro gasto no Ensino Privado são gastos no Ensino Público 4 a 5 euros para se obter o mesmo efeito.
Para sermos coerentes, devíamos desenvolver este raciocínio (talvez num congresso do Ensino Superior...) e propor a reformulação geral do sistema, de modo a que o investimento nacional no sistema de Ensino Superior fosse estruturado de forma equitativa, atendendo às reais necessidades do país e não em função de sistemas de privilégios como tem sido até hoje.
Mas uma tal mudança de rumo exigiria bastante coragem e muita objectividade, pois teria de enfrentar os interesses instalados, vulgarmente chamados "direitos adquiridos".
Enquanto houver portugueses de primeira e de segunda, seja no ensino superior ou noutro domínio qualquer, nenhuma reforma terá sentido, na medida em que mantém as inequidades que impedem o progresso do país.
Quem teve pachorra para ler esta mensagem até ao fim, julgará que sou de direita. Não, apesar de tudo, sou de esquerda... mas ser de esquerda não significa ser burro.
Aparentemente, só existem os problemas do Ensino Superior Público. Aumentos inaceitáveis das propinas - berram os alunos. Escassez de financiamento - lamentam-se professores e reitores.
Como professor do Ensino Superior Privado observo atentamente o que se passa à minha volta, com a consciência de que neste regime de "apartheid" os "negros" como eu não têm direitos. Na minha instituição estamos há 6 anos sem qualquer aumento de salário (devido à contracção do número de alunos, temos que compreender que a administração não pode fazer milagres)... Os nossos alunos pagam integralmente a sua formação, e as suas famílias, através dos impostos, contribuem para o financiamento do Ensino Público de que não beneficiam. Que eu saiba, a Constituição da República Portuguesa não legitima o referido apartheid... que discrimina aproximadamente 40% dos estudantes. Estes não só pagam (por si e pelos outros), como não têm direito a fazer ouvir a sua voz.
Por conseguinte, uma reflexãor séria sobre o ensino superior deveria começar pela análise das inequidades do sistema, e não como até agora se tem feito, tomando a parte pelo todo.
Seria interessante proceder a uma análise comparativa (público vs privado) dos seguintes indicadores:
- custos com a formação dos alunos (independentemente de quem paga);
- investimento do Estado na formação dos docentes;
- empregabilidade dos diplomados;
Talvez se concluísse que por cada euro gasto no Ensino Privado são gastos no Ensino Público 4 a 5 euros para se obter o mesmo efeito.
Para sermos coerentes, devíamos desenvolver este raciocínio (talvez num congresso do Ensino Superior...) e propor a reformulação geral do sistema, de modo a que o investimento nacional no sistema de Ensino Superior fosse estruturado de forma equitativa, atendendo às reais necessidades do país e não em função de sistemas de privilégios como tem sido até hoje.
Mas uma tal mudança de rumo exigiria bastante coragem e muita objectividade, pois teria de enfrentar os interesses instalados, vulgarmente chamados "direitos adquiridos".
Enquanto houver portugueses de primeira e de segunda, seja no ensino superior ou noutro domínio qualquer, nenhuma reforma terá sentido, na medida em que mantém as inequidades que impedem o progresso do país.
Quem teve pachorra para ler esta mensagem até ao fim, julgará que sou de direita. Não, apesar de tudo, sou de esquerda... mas ser de esquerda não significa ser burro.
Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
A lista do compadrio
O Secretário de Estado das Comunidades, Cesários Qualquer-Coisa, acaba de pedir aos consulados portugueses nos Estados Unidos, uma lista de cidadãos oriundos de Viseu que se tenham destacado entre a comunidade emigrante.
O motivo desta lista (que não é "negra" nem de "espera") permanece oculto na mente deste senhor, embora se imagine que o objectivo seja organizar benesses à malta da distrital, utilizando para o efeito os serviços do Governo.
- Por favor, ponham um pouco de pudor na cara desse senhor.
O motivo desta lista (que não é "negra" nem de "espera") permanece oculto na mente deste senhor, embora se imagine que o objectivo seja organizar benesses à malta da distrital, utilizando para o efeito os serviços do Governo.
- Por favor, ponham um pouco de pudor na cara desse senhor.
A lista negra
Segundo a Lusa, a ministra da Ciência e do Ensino Superior afirmou que o inquérito ao pedido de nomes dos funcionários que aderiram à greve geral da Função Pública já levou à abertura de processos disciplinares.
Maria da Graça Carvalho considera o direito inalienável dos trabalhadores à greve e anunciou que, "na sequência de eventuais anomalias por parte da Direcção Geral do Ensino Superior a este princípio consagrado", iria proceder a um rigoroso inquérito para apuramento de todas as responsabilidades.
Recorde-se que o Director Geral do Ensino Superior já foi demitido pela ministra. Que sirva de exemplo. Parabéns senhora ministra!
Maria da Graça Carvalho considera o direito inalienável dos trabalhadores à greve e anunciou que, "na sequência de eventuais anomalias por parte da Direcção Geral do Ensino Superior a este princípio consagrado", iria proceder a um rigoroso inquérito para apuramento de todas as responsabilidades.
Recorde-se que o Director Geral do Ensino Superior já foi demitido pela ministra. Que sirva de exemplo. Parabéns senhora ministra!
O Zé desespera na lista de espera
Fartos de o verem esperar na FILA de espera, meteram o Zé (o famoso Zé dos congressos do PSD) numa nova LISTA de espera e disseram-lhe: “Tem que esperar cerca de um ano, porque estão cem mil à sua frente na nova lista”. E ele perguntou: “E vale a pena esperar?” A resposta foi lacónica: “Quem espera sempre alcança”.
Hoje, estava o Zé a perder à sueca, em parelha com o Tino do PS, quando a TV o pôs de sobre-aviso.
Afinal, segundo a Ordem dos Médicos, o Zé do PSD já não é o centésimo milésimo da lista, porque, pelos vistos, meteram mais 40 mil à sua frente na lista de espera.
Aí o Zé estrebuchou: “Porra, anda um gajo a servir de mascote dos congressos, sem sair do anonimato e, para cúmulo, ainda o lixam... Cabrões!”
O Tino do PS acudiu: “Tem lá calma Zé! Volta para a fila de espera e diz ao médico que te dê o ticket com o teu número na lista de espera, senão nunca mais és atendido...”
Hoje, estava o Zé a perder à sueca, em parelha com o Tino do PS, quando a TV o pôs de sobre-aviso.
Afinal, segundo a Ordem dos Médicos, o Zé do PSD já não é o centésimo milésimo da lista, porque, pelos vistos, meteram mais 40 mil à sua frente na lista de espera.
Aí o Zé estrebuchou: “Porra, anda um gajo a servir de mascote dos congressos, sem sair do anonimato e, para cúmulo, ainda o lixam... Cabrões!”
O Tino do PS acudiu: “Tem lá calma Zé! Volta para a fila de espera e diz ao médico que te dê o ticket com o teu número na lista de espera, senão nunca mais és atendido...”
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
Mariana Cascais desautorizada
Mariana Cascais já está afastada das decisões do Ministério da Educação há meses (...) O próprio CDS já disse nada ter a opôr às recomendações contidas no diploma sobre Educação Sexual que desautoriza a Secretária de Estado.
Agora o PSD só precisa de ganhar coragem e mandá-la para casa.
Muitos outros, no lugar dela, ter-se-iam demitido. Mas, como disse num post anterior, os políticos de direita têm maior propensão a contrair a Síndrome de Araldite.
Agora o PSD só precisa de ganhar coragem e mandá-la para casa.
Muitos outros, no lugar dela, ter-se-iam demitido. Mas, como disse num post anterior, os políticos de direita têm maior propensão a contrair a Síndrome de Araldite.
O autismo dos blogues de direita
Uma característica muito comum dos blogues de direita é a ausência de opção para comentários. Pode parecer um pequeno pormenor, mas não é. Este facto é revelador de uma postura bem definida: o diálogo é perigoso; o saudosismo do ultramar by VLX não deve ser questionado; magister dixit e ponto final. Não querem saber da opinião de umas criaturas desprezíveis, e muito menos serem contestados por alguém que lhes queira fazer frente.
Educação sexual a la carte
A leitura da entrevista de Mariana Cascais (Secretária de Estado da Educação) ao Notícias Magazine, que li atentamente por indicação de Daniel Oliveira, e que me deixou boquiaberto.
Eis um exemplo de incongruência anedótica:
“Estamos a construir uma nova forma de dar Educação Sexual. Havia um exclusivo, no trabalho junto das escolas, da Associação para o Planeamento da Família (APF)... Decidimos alargar a possibilidade de escolha dos pais e das escolas, e fizemos protocolos com o Movimento de Defesa da Vida e a Fundação Comunidade contra a Sida.”
Ou seja, a Educação Sexual fica a cargo de organizações que têm discursos opostos sobre o mesmo assunto. Se quer que os seus filhos sejam informados na escola sobre contracepção, mande-os entrar na sala da esquerda; mas se quiser que eles sejam educados para a abstenção sexual, então mande-os assistir à aula da direita.
É tudo a la carte segundo a Secretária de Estado.
Outra anedota:
“Em Portugal há suficiente acesso aos preservativos. Não é papel da escola disponibilizá-los, mas ensinar que existem e como se utilizam.”
Dúvida: ensinar como se utilizam? Vão ser colocados nas escolas manequins com o órgão erecto ou a demonstração do “como” vai ser feita em modelos naturais? Eis um enigma suscitado por uma governante que evita entrar nos “porquês” e se limita ao “como”.
Abordar os “porquês”, significaria responder a uma questão que a jornalista lhe colocou, mas que ela preferiu evitar: “Temos a mais alta taxa de sida da UE entre os jovens, e a segunda mais alta percentagem de gravidez adolescente.”
Assim não vamos a lado nenhum...
Eis um exemplo de incongruência anedótica:
“Estamos a construir uma nova forma de dar Educação Sexual. Havia um exclusivo, no trabalho junto das escolas, da Associação para o Planeamento da Família (APF)... Decidimos alargar a possibilidade de escolha dos pais e das escolas, e fizemos protocolos com o Movimento de Defesa da Vida e a Fundação Comunidade contra a Sida.”
Ou seja, a Educação Sexual fica a cargo de organizações que têm discursos opostos sobre o mesmo assunto. Se quer que os seus filhos sejam informados na escola sobre contracepção, mande-os entrar na sala da esquerda; mas se quiser que eles sejam educados para a abstenção sexual, então mande-os assistir à aula da direita.
É tudo a la carte segundo a Secretária de Estado.
Outra anedota:
“Em Portugal há suficiente acesso aos preservativos. Não é papel da escola disponibilizá-los, mas ensinar que existem e como se utilizam.”
Dúvida: ensinar como se utilizam? Vão ser colocados nas escolas manequins com o órgão erecto ou a demonstração do “como” vai ser feita em modelos naturais? Eis um enigma suscitado por uma governante que evita entrar nos “porquês” e se limita ao “como”.
Abordar os “porquês”, significaria responder a uma questão que a jornalista lhe colocou, mas que ela preferiu evitar: “Temos a mais alta taxa de sida da UE entre os jovens, e a segunda mais alta percentagem de gravidez adolescente.”
Assim não vamos a lado nenhum...
Jornalistas em greve...
Os jornalistas da Faixa de Gaza estão em greve de um dia devido às "as agressões e violações flagrantes à liberdade do trabalho jornalístico que visaram os media" (...) No entanto, a greve será interrompida para cobrir eventuais "agressões israelitas que fizerem mártires".
Assim se vê qual é o grau de isenção dos jornalistas da Palestina. Eles sabem que os actos terroristas sem cobertura noticiosa não têm valor. Por isso, em nome do sacrossanto dever de isenção, podem interromper uma greve para mostrar sangue.
Neste aspecto não são muito diferentes dos jornalistas ocidentais, igualmente engagées nas suas causas...
Assim se vê qual é o grau de isenção dos jornalistas da Palestina. Eles sabem que os actos terroristas sem cobertura noticiosa não têm valor. Por isso, em nome do sacrossanto dever de isenção, podem interromper uma greve para mostrar sangue.
Neste aspecto não são muito diferentes dos jornalistas ocidentais, igualmente engagées nas suas causas...
Mecenato para a investigação científica
Ora aí está uma iniciativa de louvar: A iniciativa do Governo de favorecer o investimento privado em projectos de investigação, através de um diploma que define incentivos fiscais em regime de mecenato, foi recebida com elogios pela comunidade científica, que apesar de tudo mostra algumas reservas.
Bem haja, embora com 20 anos de atraso...
Bem haja, embora com 20 anos de atraso...
Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004
Um ano depois, a cobrança...
Daniel Oliveira dá os parabéns a Collin Powel, que há um ano apresentou provas (provetas, melhor dizendo) das armas de destruição maciva do Iraque, em seguida confronta Pedro Mexia com as suas declarações sobre o assunto.
Um outro "opinion maker" que deveria ser confrontado com as suas afirmações é o ubíquo e sapientérrimo mestre da verborreia que melhor vende nos media oficiais: o ilustre Luís Delgado.
- Ó sr. administrador da Lusa, não há um acto de contriçãozinha?
- Ó sr. comentador-mor da SIC-Notícias, não há uma explicaçãozinha?
- Ó sr. director do Diário Didital, quando é que a vergolha o ilumina e lhe modera as extravagâncias?
- Ó sr. comentador do DN, quando é que se apercebe que já nos bastava o Nuno Rogeiro a poluir a noosfera nacional?
- Vá lá, senhor multi-usos, responda! Diga da sua graça através de qualquer um dos seus canais...
Um outro "opinion maker" que deveria ser confrontado com as suas afirmações é o ubíquo e sapientérrimo mestre da verborreia que melhor vende nos media oficiais: o ilustre Luís Delgado.
- Ó sr. administrador da Lusa, não há um acto de contriçãozinha?
- Ó sr. comentador-mor da SIC-Notícias, não há uma explicaçãozinha?
- Ó sr. director do Diário Didital, quando é que a vergolha o ilumina e lhe modera as extravagâncias?
- Ó sr. comentador do DN, quando é que se apercebe que já nos bastava o Nuno Rogeiro a poluir a noosfera nacional?
- Vá lá, senhor multi-usos, responda! Diga da sua graça através de qualquer um dos seus canais...
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004
E se a moda pegar?!...
A ANTRAL quer fazer um aumento dissimulado dos preços do serviço de táxi:
«O que pensámos é que não vai haver aumento na bandeirada, mas [que] o aumento será diluído na metragem e no relógio num percurso médio» - afirmou à Renascenca o presidente da ANTRAL Florêncio Almeida.
Bom se a moda pegar, os merceeiros passam a vender um Kg de batatas com 900 gramas, a indústria de panificação coloca um pouco mais de fermento para compensar a redução do Kg de farinha para as 800 gramas; os laboratórios farmacêuticos diminuem o número de comprimidos por embalagem. E por aí a diante: o limite é o da imaginação.
Enfim, o “arranjismo” luso é imaginativo, descarado e, se o deixarmos à solta, torna-se insuportavelmente desmesurado.
O Governo que autorize os taxistas a alterarem os taxímetros e abrirá a tampa de uma nova Caixa de Pandora...
- Quem acredita que a “cultura de classe” dos taxistas abona em favor da honestidade, que levante o braço!
- Ninguém levanta o braço? OK., obrigado. Rejeitado por unanimidade: NADA DE AUMENTOS DISSIMULADOS.
«O que pensámos é que não vai haver aumento na bandeirada, mas [que] o aumento será diluído na metragem e no relógio num percurso médio» - afirmou à Renascenca o presidente da ANTRAL Florêncio Almeida.
Bom se a moda pegar, os merceeiros passam a vender um Kg de batatas com 900 gramas, a indústria de panificação coloca um pouco mais de fermento para compensar a redução do Kg de farinha para as 800 gramas; os laboratórios farmacêuticos diminuem o número de comprimidos por embalagem. E por aí a diante: o limite é o da imaginação.
Enfim, o “arranjismo” luso é imaginativo, descarado e, se o deixarmos à solta, torna-se insuportavelmente desmesurado.
O Governo que autorize os taxistas a alterarem os taxímetros e abrirá a tampa de uma nova Caixa de Pandora...
- Quem acredita que a “cultura de classe” dos taxistas abona em favor da honestidade, que levante o braço!
- Ninguém levanta o braço? OK., obrigado. Rejeitado por unanimidade: NADA DE AUMENTOS DISSIMULADOS.
Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
Estudo prospectivo sobre a blogosfera
O desafio é simples:
Todos os interessados em opinar sobre o que será, dentro de um ano, a blogosfera portuguesa deverão remeter um texto com 100 a 125 palavras para: Bloguitica.
O objectivo é, dentro de um ano, comparar estas opiniões com a realidade.
Todos os interessados em opinar sobre o que será, dentro de um ano, a blogosfera portuguesa deverão remeter um texto com 100 a 125 palavras para: Bloguitica.
O objectivo é, dentro de um ano, comparar estas opiniões com a realidade.
O ciclo vicioso do Turismo
* Texto de Haris Katsoulis, inspirado num outro texto do escritor suiço Max Frich, em que se refere aos trabalhadores estrangeiros.
Síndrome de Araldite*
Em relação a um post anterior intitulado "Diferenças by Mija na Esquina", recebi um comentário de Maria da Fonte II, com o seguinte teor:
Permita-me discordar Vendaval:
A falta de princípios não é decorrente de postura política ou filosófica - é a resultante do carácter de quem pratica os actos ou omissões.
Dou-lhe razão aos exemplos que mostrou, mas lembro-lhe o caso do autarca de Cascais, ex-dirigente sindical, que durante o seu primeiro mandato teve o desplante de justificar que não declarava IRS (...)"
Que fique bem claro que não ponho o meu pescoço pela integridade dos políticos do PS. A questão não é essa.
Ponhamos as coisas nos devidos termos:
O número de políticos de direita que sofrem da SÍNDROME DE ARALDITE* é bastante superior ao número dos seus congéneres de esquerda.
Em minha opinião, de nada vale a pena escamotear este facto. Interessante seria analisar as suas causas.
*Sindrome de Araldite é um termo que acabo de criar para categorizar uma doença que afecta muitos políticos portugueses (e não só) e consiste no apego patológico à cadeira do poder. O termo "araldite" foi escolhido por dois motivos:
1) quase todos os diagnósticos clínicos levam sufixo "-ite";
2) "araldite" é uma marca de cola que, ao ser colocada na cadeira, impede o respectivo ocupante de se separar dela.
Permita-me discordar Vendaval:
A falta de princípios não é decorrente de postura política ou filosófica - é a resultante do carácter de quem pratica os actos ou omissões.
Dou-lhe razão aos exemplos que mostrou, mas lembro-lhe o caso do autarca de Cascais, ex-dirigente sindical, que durante o seu primeiro mandato teve o desplante de justificar que não declarava IRS (...)"
Que fique bem claro que não ponho o meu pescoço pela integridade dos políticos do PS. A questão não é essa.
Ponhamos as coisas nos devidos termos:
O número de políticos de direita que sofrem da SÍNDROME DE ARALDITE* é bastante superior ao número dos seus congéneres de esquerda.
Em minha opinião, de nada vale a pena escamotear este facto. Interessante seria analisar as suas causas.
*Sindrome de Araldite é um termo que acabo de criar para categorizar uma doença que afecta muitos políticos portugueses (e não só) e consiste no apego patológico à cadeira do poder. O termo "araldite" foi escolhido por dois motivos:
1) quase todos os diagnósticos clínicos levam sufixo "-ite";
2) "araldite" é uma marca de cola que, ao ser colocada na cadeira, impede o respectivo ocupante de se separar dela.
Lá se foi uma referência da extrema-direita...
Kaúlza de Arriaga faleceu.
Por ser um ser humano que morre, é de bom tom persignar-me.
Mas o seu papel no âmbito do fascismo do Estado Novo, faz lembrar o papel de Hermann Göring no nazismo.
Assim sendo, o luto é só para a extrema-direita revivalista e nostálgica.
Por ser um ser humano que morre, é de bom tom persignar-me.
Mas o seu papel no âmbito do fascismo do Estado Novo, faz lembrar o papel de Hermann Göring no nazismo.
Assim sendo, o luto é só para a extrema-direita revivalista e nostálgica.
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